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Casa e Cozinha

Conta de luz: bandeira de novembro sai dia 30; veja como gastar menos na cozinha

Outubro teve bandeira verde depois de cinco meses de amarela. Com o calor, geladeira e eletroportáteis pedem atenção.

Batatas inteiras assadas dentro do cesto de uma air fryer
Imagem ilustrativa: batatas assadas na air fryer Foto: Gatorfan252525 / Wikimedia · CC BY-SA 4.0

A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) anuncia na sexta-feira, 30 de outubro, qual bandeira tarifária vai valer na conta de luz de novembro. A data está no calendário oficial divulgado pela agência no início do ano. Em outubro, a bandeira foi verde, sem cobrança extra, depois de cinco meses seguidos de bandeira amarela. A dúvida agora é se o alívio continua num momento em que o calor faz o consumo subir em muitas casas.

Segundo a Aneel, a volta da bandeira verde em outubro foi possível por causa do aumento das chuvas, em especial no Sul e no Sudeste, o que estabilizou o nível dos reservatórios das hidrelétricas e reduziu a necessidade de acionar usinas termelétricas, que são mais caras. Quando as térmicas precisam ser ligadas, o custo extra chega ao consumidor pela bandeira.

Para ter ideia do peso de cada cor, a Agência Brasil lista os valores cobrados a cada 100 kWh consumidos: a bandeira amarela acrescenta cerca de R$ 1,88; a vermelha patamar 1, R$ 4,46; e a vermelha patamar 2, R$ 7,87. Na verde, não há acréscimo. Quanto maior o consumo da casa, maior o impacto de uma eventual mudança.

Independentemente da cor da bandeira, a cozinha é um bom lugar para começar a economizar. A geladeira fica ligada o dia inteiro e trabalha mais nos dias quentes. A agência reguladora de Mato Grosso do Sul (Agems) recomenda abrir a porta o mínimo possível, pegar tudo de uma vez, conferir se a borracha de vedação está inteira e não forrar as prateleiras, o que atrapalha a circulação do ar frio. Outra orientação é esperar a comida esfriar antes de guardar.

Também conta onde a geladeira está. Orientações de órgãos de defesa do consumidor indicam deixá-la longe do fogão, do sol direto e com espaço para ventilação atrás. E nada de usar a grade traseira para secar panos: isso sobrecarrega o motor.

No caso dos eletroportáteis, a conta é simples: consumo em kWh é a potência do aparelho (em watts) multiplicada pelas horas de uso, dividida por mil. Um aparelho de 1.500 W usado por 20 minutos, por exemplo, gasta 0,5 kWh. A potência vem na etiqueta ou no manual. Por isso, mais do que o tipo de aparelho, pesa o tempo ligado. Aproveitar uma mesma sessão para preparar mais de um alimento, não abrir o cesto ou a porta do forno sem necessidade e evitar preaquecer além do recomendado ajudam a reduzir os minutos de uso.

Na hora de comprar um eletrodoméstico, a dica é olhar a Etiqueta Nacional de Conservação de Energia, do Inmetro, que classifica os aparelhos por eficiência, e o Selo Procel, que destaca os modelos mais econômicos de cada categoria.

A bandeira de novembro será publicada no site da Aneel no dia 30. A de dezembro, segundo o mesmo calendário, sai em 27 de novembro.

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